domingo, 10 de fevereiro de 2019

Planos

Quando torno a ler meus próprios pensamentos, posso sentir a evolução do meu ser e distinguir aquilo que era do coração ou do momento.
A pouco eu era uma menina...
Estou começando a enxergar a beleza do que é ser adulto, a entender o quanto é valoroso este momento e aceitar as mudanças que só o tempo trás.
Por medo de escolher, fui escolhida, tantas e tantas vezes que não pude ter o controle da minha própria vida.
É fascinante poder olhar para o passado e enxergar o quanto era tola, aquela sensação de "tudo posso, nada me detém, sou inabalável"...
Olhar para trás e ver que a dor de antes, é o apreço do hoje. É gratidão por ser o quem eu sou agora.

"Soprou em mim o pó mágico, enviou o suficiente, apenas o necessário para uma nova história"... é, assim que vejo o Universo me punindo, enveredando meus caminhos sobre as escolhas e o que é preciso.

Vezes desconfio, vezes esmoreço, vezes sou abraçada pelo chão e quando de repente, a minha frente a uma imensidão, de pé estou. Então, visto a capa do otimismo e me preparo para a escritura das páginas ainda não registradas.
Agora, tão perto do longe, a velocidade que meus pensamentos alinhados com as ansiedades, me alerta para o promissor.

Agora cuidado, agora muito cuidado, agora é por a mão na massa e dar aquele tempo que temia até mais que a própria morte, aquietar a alma, mover os músculos e deixar o Universo trabalhar através dos meus desejos e continuar me punindo, desenhando em mim a mulher que um dia ainda chegarei a ser.

É o fim de um recomeço para um começo.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Adeus ano velho...

Último dia do ano, e estou tão longe de tudo, de todos...
Muito reflexiva com tudo o que vivi neste 2018, todas as quedas, todos os atropelos, as escolhas e consequências.
Ano de muitas lágrimas, poucos sorrisos, dias duros e cheios de lições.
Este é como se fosse o primeiro ano da minha vida, é como se eu tivesse vivido todas as viradas como em um sonho. Sinto o peso de ser responsável pelo que eu cativo, sinto a liberdade integral em cada passo meu, sinto a energia de um novo ano em que eu poderei fazer toda diferença em minha vida.
Decidi não gerar mil expectativas, decidi aceitar o dia como ele flui, batalhar pelo que acredito sem a pressa de chegar, aceitando que o que é meu está guardado num futuro não distante, e que por tudo o que já se foi, gratidão.

Estou só, mas não me sinto sozinha.

Existem milhares de possibilidades e eu já não carrego mais o peso da bagagem que ao longo dos anos carreguei. Escolhi falar, escolhi desabafar toda a minha dor. Estou renascendo das minhas próprias cinzas e descobrindo que a minha força está nas dores que durantes tantos anos sucumbi em meu coração. 

Sinto-me pronta para o começar uma nova vida, uma nova história, sem me deixar pra trás.

Feliz 2019.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Saudade.

VERA LÚCIA ❤️

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Realidade simplificada

E aos poucos a ficha vai caindo, que nada acontece por acaso e que tudo é questão de tempo.
Eu não compreendo nada do que está acontecendo na minha vida hoje, não vejo a luz no fim do túnel.
Só imploro não perder o pouco que me resta de sanidade.
A minha única pergunta para o agora é, como sair deste buraco que me enfiei?
Como lidar com a dor de tanta imaturidade e seguir em frente..., eu perdi tanto e me perdi ao mesmo tempo.
Não é fácil explicar, mas conto com o tempo para me curar. Curar dos traumas, das culpas, da ansiedade.
Eu tentei curar o meu coração trazendo mais dor e me deixei levar por sentimentos que nem todos vão entender, ainda acredito no amanhã.
Eu não sou um monstro, não me vejo como um monstro, espero que você também, um dia possa perceber que tudo foi uma fase e que seremos melhor após tudo isso.
Ao que eu nunca tive, ao que um dia eu dei, ao que estou sentindo, à toda mágoa impregnada, incompreensão, ao amor falido, a dor que agora é o porto, a moralidade na ponta da língua, o desrespeito e a todas as tentativas frustadas... espero um dia ser grata!

Eu não vou desistir, ainda há algo de bom em mim. Dói, está doendo...
Eu menti quase o tempo todo, eu fingi quase o tempo todo, eu perdi tanto e por isso estou assim!
Mas como diz a música, "mas que perder seja o melhor destino".

Eu não queria ferir ninguém, eu só queria ir e vir, ter autonomia de mim, queria poder te fazer entender, que posso escolher além.
Eu fui egoísta ao tentar ter tudo, não queria sacrificar nada e por isso usei de mentiras para manter uma vida, que me trouxe tanto sofrimento que espero não ter me perdido totalmente...

Eu ainda não sei, e tudo o que me resta é o pouco da dignidade em que me apego.
Espero um dia, perdão.
Aos meus familiares, a você que já se foi, aqueles que também já se foram...

Eu vou crescer e obrigada por participar, ainda que de forma dolorosa, desta minha pequena parte da vida.

Do cenário "Partes de mim"

domingo, 25 de novembro de 2018

Aquela noite

Era um longo caminho e na estrada podia-se enxergar ao longe uma pequena luz.
Já passava das 23h e andávamos a mais de 80 km/h, não havia pressa para chegar.
Naquela estrada vivemos muitos anos.
Anos passados, anos futuros.
Encontramos belezas ao longo do caminho.
Era noite de luar.
A lua banhava a pista, as estrelas fazia a companhia, num cenário perfeito.
O seu sorriso era cheio de simplicidade, mas tão sincero.
E de repente na rádio começou a tocar "Home". Aumentei o som no volume máximo, tudo que eu queria era sentir o êxtase daquele paradisíaco momento.
Aí fui surpreendida com um pedido seu.
Você parou o carro naquele breu, desceu e foi até a minha porta, abriu e me estendeu a mão, ainda com o aquele sorriso, me olhou nos olhos e perguntou... dança comigo?
Prontamente aceitei ao seu pedido..
Sinto que o tempo parou naquele momento, onde eu encostei a minha cabeça em seu peito, você me segurava delicadamente pela cintura e eu podia sentir o amor ao nosso encontro.
,De olhos fechados, dançamos até a música acabar, foram os três minutos mais íntimos de toda minha vida. Toda aquele céu estrelado, aquela estrada escura, a lua cheia, a música, eu, você... Tento descrever.
Nesta noite escrevemos parte do nosso passado.

Ainda sonho...

Do cenário "Partes de mim"

I HATE YOU

I had forgotten how unhappy you make me
And your arrogance makes it even worse
Remember the dreams?
Congratulations, you got it.

Now I can dream again...

I loved you as the last person in the world
I tried
I swear I tried
But I got lost

Now I can dream again...

You thought you were so perfect
And I understood their fear
You, you, you....
Don't be silly.

Go, live the dream.

They say, we will not be able to
I would die trying
Love is over
Only the hatred remains.

So let's dream...


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Por o que chorar?

Eu posso sentir, que a cada segundo partes do meu coração estão se endurecendo. Estou matando dentro de mim o que foi plantado, eu não saberia dizer o que foi ou quem foi, apenas sinto. Mas de tempo em tempos, nasço e morro. 
Eu sempre terei algo de bom em mim, eu sei. Mas já não me incomoda saber que a outra parte também sempre será ruim e até incontrolável. Sou formada de amor e ódio, de céu e inferno, de tudo e de todos.
Encontro coisas, perco coisas, algumas eu nem me lembro e outra, nossa... que saudade. 
Adoro fotografias, elas me trazem o frisson dos momentos de tal jeito que posso reencontrá-los. Mas elas me agonizam, pois é tudo tão clean. Sinto falta da beleza das tristezas, pois não pode ser apreciadas nos registros.
Descobri o devido valor da dor, elas que me fazem grande. Em remota possibilidade me sinto forte em não conseguir ser aquela que um dia fui. Já fui durona, extravagante, recatada, sensível, frágil, ignorante, prepotente, bem humorada, ótima companhia ou não...
Já me esforcei, já me dediquei, já falei as verdades do meu coração, mas não era o momento.
Já menti, já toquei o foda-se, mas também não era o momento.
E a regra é estar numa busca constante de crescer e se curar.

Haverá um dia a estabilidade de todo esse mix?

No budismo gera a consciência de que nada é permanente que tudo está em constante transformação, ideia que tenho fé.

Horas sou melhor do que era, horas pior, tudo isso pela bagagem e calor do momento. E não é que nunca mais irei chorar, só que agora eu analiso se vale a pena. É difícil montar essa máquina que é identificada como vida, mas é possível olhar para o passado e ver grande parte desse feito, por isso concluo, ter qualidades é maravilhoso, mas ter defeito é a outra metade para completar o trabalho.

Do cenário "Partes de mim"